Uma mulher, identificada como Doraci Ribeiro Pacheco (58), foi assasinada na tarde desta sexta-feira (29) em uma casa na Rua Paraná, no bairro Alto da Glória, em Sinop. De acordo com a Polícia Militar, o principal suspeito do crime é o marido de Doraci, identificado como João Batista de Oliveira (66).

As primeiras informações divulgadas pela polícia apontam que o fato ocorreu durante o almoço. O casal estava na cozinha quando começaram a discutir. Em determinado momento, João Batista pegou uma faca e atingiu Doraci sete vezes, todas no pescoço. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por ciúmes. Depois de assassinar a esposa, o homem ainda tentou se enforcar. Como acabou sendo impedido por um vizinho, fugiu do local.

A Polícia Militar foi acionada e realizou várias rondas na região para localizar o assassino, que acabou sendo preso em uma casa abandonada nas proximidades do local do crime. Depois disso, foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. O crime deve ser investigado.

Histórico de agressões

Há informações de que de esta não foi a primeira vez João Batista agrediu Doraci. Em 2015, os filhos do casal registraram um Boletim de Ocorrências relatando que a mãe havia desaparecido. Ela foi encontrada bastante machucada alguns dias depois, em um sítio na Gleba Mercedes 5, onde o casal morava.

Na época, Doraci declarou que havia sido agredida pelo marido enquanto preparava um galinha para a refeição, e que ele havia usado a ave para bater nela. Além disso, ainda acertou um soco no rosto dela, que causou uma fratura. Ela também informou que o homem a ameaçava de morte constantemente e apagava bitucas de cigarro em sua pele. João Batista foi ouvido e solto.

Em 2017, ele acabou preso depois que que a Justiça de Tocantis expediu um mandado de prisão por assassinato. Segundo a acusação, João Batista matou sua ex-esposa em 2005, quando ainda morava naquele estado. Ele acabou sendo preso em um assentamento no município de Claudia.

Na época, Doraci ainda morava com ele. Os policiais que realizaram a prisão notaram que ela possuía uma lesão no rosto e perguntaram a causa. Ela informou que havia sido agredida com uma lanterna por João Batista. Na casa, os policiais encontraram uma espingarda de calibre 36 e várias munições.

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