Todo mundo sabe que a sexta-feira 13 é considerada uma data amaldiçoada, de mal-agouro e, principalmente, de azar. Mas você já parou para pensar de onde vem essa tradição? Quem começou com essa ideia? O Portal Weese vai te ajudar a entender.

Antes de se tornar franquia de assassinatos de adolescentes e aparecer em vários livros, séries e filmes de terror ao redor do mundo, a data já assustava algumas pessoas em várias partes da Europa. Com o tempo, foi chegando nas Américas, até atingir seu ápice de popularidade no começo do século passado, nos EUA.

Várias elementos estão inclusos na construção desse mito. Isso porque, há mais de 2000 anos que as sextas-feiras já são tidas como dias de azar, uma vez que marcam o dia da crucificação de Jesus Cristo. Justamente por isso, sempre foram vistas como um dia de penitência e abstinência.

Claro que isso foi mudando com o passar dos anos, mas o pontapé inicial foi aqui. Tanto que, durante muito tempo, havia uma recomendação, baseada na crença religiosa, de que nunca se deveria começar algo ou fazer qualquer coisa importante em uma sexta-feira.

Já a relação com o número 13 começou por volta de 1690, quando surgiu uma lenda urbana que dizia que ter 13 pessoas em um grupo ou em volta de uma mesa dava azar. Isso também tinha uma ligação religiosa, já que 13 era o número de pessoas presentes na Última Ceia.

Os azarados do Clube dos Treze

Mas a união derradeira destes dois elementos, a sexta-feira e o número 13, surgiu por conta de um grupo chamado Clube dos Treze. Fundado em 13 de janeiro de 1882 por – obviamente – 13 pessoas, o grupo tinha como objetivo desafiar superstições e provar que elas não serviam para nada. Justamente por isso, eles sempre se reuniam no dia 13 de cada mês, sentavam em uma mesa, quebravam espelhos, derrubavam saleiros e entravam no salão de jantar passando debaixo de uma escada.

Os relatórios anuais do clube mostravam meticulosamente quantos de seus membros tinham morrido, e quantas destas mortes haviam ocorrido dentro do prazo de um ano após um membro comparecer a um de seus jantares.

O clube chegou a enviar apelos ao presidente americano, a governadores e a juízes, pedindo eles parassem de marcar enforcamentos para sextas-feiras. E eles se aproveitavam de todas as oportunidades que apareciam para juntar as duas superstições e ridicularizá-las, principalmente as que eram ligadas à sexta-feira 13.

O clube se orgulhava de ter colocado a superstição no foco das atenções. Isso porque doutrina do Clube dos Treze era de que “superstições deveriam ser combatidas e eliminadas”. Mas, em vez disso, eles tiveram o grande azar de acabar lançando uma das superstições mais conhecidas e persistentes do mundo ocidental.

Tanto que em 1907 foi lançado um livro chamado “Sexta-feira 13”. O livro, escrito pelo corretor Thomas Lawson, conta a história de um corretor de Wall Street que manipula o valor de ações para se vingar de seus inimigos, deixando-os na miséria. Daí pra frente, ninguém nunca mais esqueceu esta lenda.

Ou seja: o grupo que queria acabar com a a superstição, acabou popularizando ainda mais.

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