O mundo está em pânico devido aos numerosos casos de mortes causadas pelo coronavírus. Mas, ao mesmo tempo que as notícias correm, a desinformação também se espalha. A maioria das pessoas sequer entende o que é o coronavírus, como ele age e como ele tem se espalhado. Justamente por isso, a equipe do Portal Weese produziu uma matéria completa para te explicar todos estes detalhes.

Em primeiro lugar, coronavírus são uma família de vírus que já é conhecida há muito tempo. Estes organismos são responsáveis por desencadear desde resfriados comuns a síndromes respiratórias graves, como é o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que também eclodiu na China, em 2002, infectou 8.098 pessoas e matou 774. A transmissão dos vírus desta família pode ocorrer através do simples contato com o doente.

Os casos que tomaram os noticiários nos últimos dias foram causados por um novo tipo de coronavírus, identificado como 2019-nCoV. Este novo tipo surgiu na cidade chinesa de Wuhan e causa uma doença pulmonar grave. Esse tipo já foi detectado em vários países, onde infectou milhares de pessoas e provocou mais de 600 mortes. O número é atualizado todos os dias pelas autoridades de saúde chinesas.

Um fato importante que merece destaque é o fato de que os coronavírus são zoonóticos. Isso quer dizer que eles podem ser transmitidos entre humanos e animais. E justamente esse fato foi a causa dos problemas, uma vez que a principal suspeita diz que o vírus foi transmitido para humanos através de morcegos, uma vez que é comum que os chineses comam sopas destes animais. A Sars também surgiu de animais: gatos selvagens que continham o vírus.

O 2019-nCoV foi isolado no dia 7 de janeiro de 2020. Antes dessa identificação, a China já havia informado a Organização Mundial de Saúde, no dia 31 de dezembro de 2019, da ocorrência de uma pneumonia de causa desconhecida. A primeira morte ocorrida em decorrência desse novo vírus aconteceu no dia 11 de janeiro de 2020.

Sintomas do coronavírus

Identificar o coronavírus pode ser um pouco difícil, uma vez que os sintomas são semelhantes com os de um resfriado ou de uma gripe. Os principais sintomas de doenças causadas por estes vírus são:

  • Tosse;
  • Dificuldade respiratória;
  • Falta de ar;
  • Febre.

Em casos de síndromes respiratórias mais graves, também podem ocorrer insuficiência renal e até mesmo morte, como vem ocorrendo na china.

Como se prevenir contra o coronavírus

Os cuidados também não são complexos. Medidas simples de higiene são extremamente efetivas, bem como o cuidado com o contato com pessoas que podem estar infectadas. Porém, vale destacar, não há casos confirmados de coronavírus no Brasil.

  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentam infecções respiratórias;
  • Lavar bem as mãos;
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca sem ter higienizado as mãos;
  • Evitar compartilhamento de objetos de uso pessoal, tais como copos e talheres;
  • Evitar contato com animais doentes;
  • Cozinhar bem ovos e carne.

Coronavírus no Brasil

Até mesmo os morcegos brasileiros possuem coronavírus em seu organismo. Esse informação foi divulgada pelo pesquisador e pós-doutorando do departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Luiz Goes. Porém, o cientista deixou claro que os tipos de coronavírus identificados em morcegos no Brasil são diferentes do que surgiu na China e ainda não se sabe se há possibilidade de contaminação por humanos.

O Brasil continua com 9 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV e em seis estados. A informação foi divulgada na última quinta-feira (30), durante uma entrevista coletiva no Ministério da Saúde, em Brasília. De acordo com a pasta, houve 43 notificações ao todo e nenhum caso confirmado ou classificado como provável. Os dados são referentes ao período de 18 a 30 de janeiro de 2020.

Coronavírus no Brasil:

  • 9 casos suspeitos
  • 43 notificações
  • 0 caso provável e 0 confirmado
  • 6 descartados – chegaram a ser uma suspeita, mas a investigação descartou o vírus
  • 28 excluídos – não apresentaram os requisitos para serem enquadrados como suspeita

Os casos suspeitos foram registrados em Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Sul (2), São Paulo (3), Paraná (1) e Ceará (1).

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