A série, que já está disponível, conta a história de três amigos: Doni (MC Jottapê), Nando (Christian Malheiros) e Rita (Bruna Mascarenhas), que possuem sonhos distintos, mas que correm atrás do que querem, mesmo que usem de artifícios controversos.

Narrada do ponto de vista dos três personagens, a produção explora exibe a conexão entre música, crime e religião na capital paulista. Doni, por exemplo, tem o sonho de ser um MC de sucesso e alcançar a fama. Nando se vê desesperado para dar uma vida melhor à família e se envolve com o tráfico de drogas. E Rita vê na religião a saída para todos os seus problemas. o primeiro episódio está disponível no canal do Youtube e ficará até domingo, o diretor canta um pouco sobre a série.

“Era a história de três amigos que construíram caminhos diferentes na vida para comprar um tênis de mil reais. Essa era a ideia para um curta-metragem. Depois, conheci um diretor de fotografia, que me disse que isso poderia ser um longa. Aí, ele me apresentou para um roteirista, que afirmou que poderia ser uma série. E foi assim que aconteceu”

Mas quem é Kondzilla?

Kondzilla, é um dos maiores produtores e diretores dos clipes de funk ostentação do país. Konrad Dantas, nascido e criado na periferia do Guarujá, litoral de São Paulo, se tornou um dos maiores nomes, se não o maior, por trás dos clipes do funk ostentação desde o começo de 2012.

Inúmeros nomes do funk paulista foram lançados e alavancados, como MC Lan, MC Bin Laden, MC Brinquedo, MC Brisola, Jerry Smith, entre outros. O canal dele no Youtube, inclusive, é um dos maiores do Brasil, o maior canal de música do mundo e, atualmente, conta com mais de 50 milhões de inscritos, além de mais de 25 bilhões de visualizações no site. E não é só isso. Kond, é dono de uma produtora, uma gravadora e um e-commerce de roupas. Ele ainda é empresário de alguns artistas e diretor na produtora Conspiração Filmes.

KondZilla começou sua trajetória na época em que o chamado funk ostentação dava os primeiros passos. Saindo o litoral para a capital paulista, ele produziu dois clipes de grande impacto na cena da época (“Megane”, de MC Boy do Charmes e “Tá Patrão”, do MC Guimê) e percebeu que mostrar itens de consumo era algo importante.

 “Esses videoclipes começaram a ser o meu olhar sobre uma periferia que eu não conhecida e ainda estava explorando. Era o olhar de um forasteiro, alguém de fora, encontrando os signos que a galera queria passar dentro daquele vídeo. O que eu pensei foi: se está todo mundo mostrando, eu preciso registrar esse signo”

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