De acordo com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), a conclusão das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana, ainda não tem uma definição. O metrô de superfície era previsto para começar a rodar na Copa do Mundo de 2014.

A previsão era de que, até o fim de junho deste ano, houvesse uma definição sobre o futuro das obras. Porém, de acordo com o chefe do Executivo de Mato Grosso, surgiram “outras prioridades”.

Lamentavelmente, nós faríamos isso dentro de um mês, não foi possível por conta de outras prioridades que surgiram.

Ainda segundo o governador, novas reuniões devem ser feitas para que o governo construa e apresente uma alternativa a ser implementada. O modal foi pensado para a Copa do Mundo naquele ano, já consumiu R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos e ainda não saiu do papel.

VLT de Cuiabá tem só 6 km de trilhos construídos, do total de 22 km (foto: Gcom-MT)

Obra do VLT

O contrato firmado em 2012 para a realização da obra de implantação do VLT, que prometia melhorar a mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande, principalmente, prevendo o aumento na demanda durante a Copa, foi rescindido pelo governo após a deflagração da Operação Descarrilho pela Polícia Federal, em agosto de 2017, que apontou irregularidades na obra.

Apenas 6 km dos 22 km dos trilhos do VLT foram concluídos.

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na região metropolitana. Eles foram comprados quando mal tinha iniciado a obra. Para a manutenção desses vagões e de outros materiais já comprados, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

Obra do VLT está parada desde dezembro de 2014 (foto: Mayke Toscano/Gcom-MT)

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