Nesta quarta-feira, dia 24 de abril, 29 escolas municipais de Sinop não terão aula devido a uma paralisação nacional de professores contra a reforma da Previdência.

Segundo a prefeitura, as únicas unidades que não participam da paralisação e terão aulas normalmente são as do Camping Clube, Jardim das Palmeiras, São Cristóvão, Cecília Meireles, Sylvia Orthof, Lizamara de Almeida, Leni Benedetti, Rodrigo Damasceno e Armando Dias.

A manifestação dura apenas um dia e todas as unidades terão aulas normalmente na quinta-feira. E abaixo, você confere um áudio do Valdeir Pereira, que é presidente do Sindicato dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). Ele explica os motivos da paralisação.

 

Agora, como ninguém aqui é idiota, sejamos todos claros. São 29 escolas que vão parar e Sinop só tem 38. São mais de 16 mil alunos na rede municipal e a maioria deles será afetada por isso. Estes alunos que ficarão sem aulas por uma causa injusta.

Greves são importantes. Em alguns casos, são essenciais para a manutenção de alguns direitos a determinados grupos. Mas esta paralisação, em especial, que pode ser transformar em uma greve, não tem uma causa nobre.

Este não é um ato corriqueiro, uma verdadeira busca por direitos. É um ato político, pautado por causas da esquerda. Um ato totalmente disfarçado do jeito mais sujo possível.

Além da paralisação o sindicado realizará “atos” nas escolas. Quer saber o que isso quer dizer? Eu te explico: eu aposto com quem quiser que serão atos em favor da soltura do ex-presidente lula, do afastamento do atual presidente, contra a reforma da previdência e por aí vai. Mas, com toda certeza, o que você mais ouvirá se for numa destas escolas durante a paralisação será o bordão “Lula Livre”.

E eu também não vou me assustar se ver algum dos organizadores destas manifestações como candidato nas próximas eleições municipais, por partidos com PSOL e PT.

Existe algum problema nisso? Sim, quando você mente.

Não venha me enganar. Não venha me vender uma pauta puramente política como se fosse uma luta genuína por direitos. Não use as crianças, que hoje mais do que nunca precisam de educação, como instrumento para conquistar poder. Não se dá o direito a educação tirando das crianças o direito às aulas.

E vale lembrar que não são só as crianças. Os professores da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) também vão paralisar suas atividades acadêmicas nesta quarta. Isso porque, segundo a Associação dos Docentes da Unemat, a reforma da previdência:

ataca a maioria da população brasileira, nesse caso, é preciso o fomento de toda a classe para evidenciar as mudanças que a reforma propõe.

Está na hora de amadurecer o discurso e evoluir. O Brasil precisa de uma reforma no sistema previdenciário e não sou eu quem diz isso. O próprio Lula já havia dito no primeiro ano de governo. Isso sem contar as centenas de economistas que dizem diariamente que o país está quebrado.

Precisamos de consciência. De educação. E de direitos iguais. Mas direitos iguais mesmo. Porque não vai ser invertendo a situação e transformando oprimidos em opressores que as coisas vão se resolver. Isso precisa ficar claro. Tão claro quanto um dia de sol sem aulas.

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