O principal sistema utilizado pelas madeireiras, o SINAFLOR (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), não está funcionando desde a última terça-feira (23). O software é utilizado no processo de expedição do DOF (Documento de Origem Florestal), uma licença obrigatória para o controle de origem, transporte e armazenamento de produto e subprodutos florestais.

O software, disponibilizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), já apresentou outras instabilidades antes, o que causa grandes prejuízos para as indústrias madeireiras, uma vez que, sem o DOF, as empresas não podem comercializar seus produtos.

De acordo com o Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado do Mato Grosso) o sistema é falho e antiquado, uma vez que não realiza corretamente a comunicação entre os órgãos competentes, estaduais e federais.

Segundo a instituição, o ideal seria um software unificado ou algum outro mecanismo que oferecesse uma alternativa para o escoamento dos produtos quando o sistema apresentar erros. Isso porque, segundo o sindicado, o único prejudicado na situação é o empresário madeireiro, uma vez que os governos federal e estadual não deixam de arrecadar, apenas prorrogam o seu recebimento.

O Ibama publicou uma nota em seu site no dia 25 de julho de 2019, informando:

Os sistemas de informação do Ibama estão fora de funcionamento devido a falhas operacionais. Os reparos e atualizações necessárias estão sendo realizados e tão logo sejam concluídos os mesmos serão restabelecidos.

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