Chegar à final de qualquer competição importante pode ser traduzido como um símbolo de garra, determinação, vontade, raça, qualidade ou até mesmo competência. Porém, talvez pela primeira vez consegui enxergar ‘a pior final’ entre Cruzeiro e Flamengo pela Copa Continental Pneus do Brasil.

Cariocas e mineiros conseguiram provar em 180 minutos que não mereciam disputar a decisão e muito menos levantar uma taça tão respeitada no território nacional. Não houve rivalidade, vontade e principalmente a cartilha de desejo ou briga pela competição e de quebra ganhar uma vaga para a Copa Brigstone Libertadores da América.

O duelo já começou ruim fora de campo. Jogadores ‘adversários’ que são muito amigos em uma final como está, não poderia dar certo. Mascotes que fazem a festa juntos, não há como levar a sério. O futebol não é isso e nunca foi, não houve rivalidade em momento algum e com a consequência disso a partida não teve nem mesmo reflexos emocionantes.

A impressão que se dá após o jogo é que as duas equipes queria decidir o campeonato nos pênaltis. Poucas vezes em duas partidas algum jogador tentou mudar o patamar de mediocridade e partir para cima da defesa, fazer alguma jogada diferente e por consequência levar perigo a defesa adversaria.

Se as equipes merecerem chegar à final responderia que sim, mas se a pergunta fosse se ambos mereceram jogar a decisão diria sem titubear que NÃO. Volto a bater na tecla de que o futebol brasileiro é amador. É difícil ver até mesmo uma partida de segunda divisão da Europa ser tão ruim tecnicamente quando a decisão Copa do Brasil.

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Não quero criticar o sistema de jogo escolhido pelos técnico Reinaldo Rueda e Mano Menezes, entendo que é melhor ir aos pênaltis e ter uma chance de vencer do que perder no tempo normal levando gols de contra-ataques. Porém quero usar um exemplo que TODOS os clubes do futebol mundial poderia pelo menos arriscar em aplicar em seu estilo de jogo.

O técnico do Manchester City, Josep Guardiola, na partida contra o Feyenoord pela primeira rodada da Champions League 2017/18 entrou em campo com Agüero, Gabriel Jesus, Kevin De Bruyne, David Silva e Bernardo Silva todos jogadores extremamente ofensivos. O brasileiro Fernandinho era o único volante e no segundo tempo o treinador sacou o jogador e colocou Laroy Sané atacante de oficio, ou seja mais da metade do time era composto por atletas que jogam buscando o gol.

Sei que com equipes tecnicamente ‘chulas’ isso seria quase que impossível, mas o comandante dos cytizens deu uma aula ao futebol mundial e mostrou que jogar com seis, sete jogadores defensivos é uma negação ao futebol moderno.

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